Como tirar do papel a competição de bandas de rock do Hooligans — com patrocínio, dentro da Lei Rouanet (art. 18) e com apoio da SETU.
"Onde o rock é levado a sério."
Uma competição de bandas de rock: quatro quartas-feiras ao longo de um mês, no palco da casa, em Cascavel. Uma seletiva que revela talento novo e premia o vencedor. Esse é o desejo — e ele é bom.
Nosso trabalho não é mudar esse desejo. É torná-lo viável e maior — sustentado por patrocínio e com força pra mobilizar a região inteira.
4 quartas, um mês. Bandas de rock disputam no palco da casa. Concurso fechado, com premiação própria.
Bandas de todo o Oeste do Paraná — cada uma representando sua cidade. Não só Cascavel: a região toda.
Bancar tudo com patrocínio. Duas portas: a Lei Rouanet (federal) e a SETU (turismo do Paraná).
A Lei Rouanet tem duas portas. Pelo art. 18, o patrocinador deduz 100% do valor no imposto de renda — é isso que faz uma empresa dizer sim. Pelo art. 26, deduz só 30% a 40%.
A boa notícia: existe caminho honesto pro art. 18 sem mexer na sua competição. Quatro, na verdade — e é disso que trata esta apresentação.
Existem duas formas de aplicar essa regra. São os dois conceitos desta apresentação:
O produto principal é uma ação do art. 18; a competição entra como parte do mesmo projeto. O recurso 100% dedutível da Lei Rouanet paga tudo — competição inclusa.
O projeto da Lei Rouanet cuida da parte cultural (art. 18). A competição corre numa camada própria, paga pela SETU. Dois financiamentos separados, risco jurídico mínimo.
Regra de ouro: o produto principal tem que ser real e ter peso real. Nada de enfeite — a descrição precisa refletir o que vai acontecer de verdade.
O recurso 100% dedutível da Lei Rouanet paga a competição. A SETU vira um bônus — não uma necessidade. Duas hipóteses de como fazer:
Um projeto 100% rock. Em cada uma das 4 quartas-feiras, a casa recebe o show de uma banda profissional de rock instrumental e, na mesma noite, as rodadas da competição entre as bandas da região.
A noite abre com uma rodada da competição: as bandas inscritas se apresentam e são avaliadas por um júri. No meio da noite entra o show-âncora — uma banda instrumental profissional, que serve de atração e de referência técnica. Na 4ª e última quarta, a grande final e a premiação. A competição é o coração da noite, e tudo é um projeto único na Lei Rouanet.
Os shows de rock instrumental são o "produto principal" — e é isso que coloca o projeto no art. 18. A competição entra como parte do mesmo projeto. O patrocinador deduz 100% de tudo, competição inclusa.
Mesma estrutura de competição em 4 quartas — mas cada noite ganha um momento de raiz: a herança da imigração europeia que formou o Oeste. O rock daqui tem raiz, e a raiz é europeia, como o próprio Hooligans.
Música de imigração — que conversa com o rock pela linhagem do folk rock e do celtic punk — e dança folclórica dos grupos da região. Música regional cabe no art. 18 §3º "c"; dança, como artes cênicas, no §3º "a".
Cada noite combina as rodadas da competição de rock com um momento de raiz — música de imigração com pegada de rock ou dança folclórica. No contraturno, oficinas aproximam a herança das bandas novas; na 4ª quarta, a final e a premiação. A competição é o coração e é paga 100% pela Rouanet, no mesmo projeto.
A Lei Rouanet cuida da parte cultural. A SETU banca a competição. Dois financiamentos separados — e risco jurídico mínimo. Duas hipóteses:
Cada uma das 4 quartas tem dois turnos no mesmo palco do Hooligans. De dia, um programa cultural — oficinas e apresentações de música instrumental e regional. De noite, a competição de bandas de rock.
O turno do dia é o projeto da Lei Rouanet: oficinas de música e apresentações instrumentais abertas ao público. O turno da noite é a competição — bancada pela SETU e pela bilheteria. Mesmo palco, mesma casa, mesmas datas, mas dois momentos e dois financiamentos que nunca se misturam. Na 4ª quarta, a final.
O programa do dia é um projeto cultural que cabe no art. 18 por si só. A competição fica na camada da noite, fora da Lei Rouanet, financiada pela SETU. Como nada se mistura, o risco jurídico é o menor possível.
As 4 quartas viram um festival único — o Hooligans Hooley. Para o público, um só evento grande, com a competição no centro; nos bastidores, dois orçamentos separados. (Hooley: a grande festa, na tradição irlandesa.)
Só essas três — nada de feira, gastronomia ou artesanato. Música instrumental e regional cabe no art. 18 §3º "c"; dança e teatro, como artes cênicas, no §3º "a". É isso que mantém o festival inteiro dentro do art. 18.
Cada noite mistura a camada cultural (música, dança e teatro) com as rodadas da competição de rock, numa só experiência de festival. A parte cultural é paga pela Lei Rouanet; a competição, pela SETU. Os custos compartilhados — palco, som, luz — são rateados entre os dois orçamentos, com regra documentada.
| Hooligans LoudConceito 1 · A | Hooligans RootsConceito 1 · B | Hooligans Day & NightConceito 2 · A | Hooligans HooleyConceito 2 · B | |
|---|---|---|---|---|
| Onde fica a competição | Dentro do projeto | Dentro do projeto | Camada da noite | Dentro do festival |
| Quem paga a competição | Rouanet (100%) | Rouanet (100%) | SETU + bilheteria | SETU + bilheteria |
| Papel da SETU | Bônus | Bônus forte | Essencial | Essencial |
| O que marca a ideia | Rock puro | Rock + raiz europeia | Dia cultural, noite competição | Festival completo |
| Risco jurídico | Baixo | Baixo | Mínimo | Mínimo |
| Complexidade | Baixa | Média | Média | Média-alta |
| Orçamento Rouanet | R$ 200 mil | R$ 200 mil | ~R$ 130 mil | ~R$ 130 mil |
Não existe uma resposta única. As quatro ideias são sólidas e cabem no art. 18 — a melhor para o Hooligans depende de algumas definições que vamos fechar nesta reunião.
No Conceito 1, ela é o coração de um projeto cultural maior. No Conceito 2, é um evento próprio que corre ao lado da programação. Qual combina com a sua visão?
De um projeto direto ao ponto (Hooligans Loud) a um festival completo (Hooligans Hooley) — qual ambição faz sentido agora.
Algumas ideias são mais simples de produzir; outras têm mais peças móveis e exigem mais estrutura.
Rock puro, raízes do Oeste, ou cultura de dia e competição à noite — cada ideia carrega uma narrativa.
Saímos da reunião com uma direção escolhida — e a partir dela escrevemos o projeto.
Vocês escolhem a ideia que faz mais sentido.
Levantamos os critérios e a forma de apoio da SETU.
Confirmamos proponente (PF ou PJ) e o mês das 4 quartas.
Escrevemos o projeto e a planilha técnica para o Salic.
Captação, execução e prestação de contas — do início ao fim.
A competição é sua.
O caminho até ela, a gente constrói.